Guerra dos Cem Anos
A expressão '''Guerra dos Cem Anos''' identifica uma série de conflitos armados, registrados de forma intermitente, durante o século XIV e o século XV , envolvendo a França e a
Inglaterra. A longa duração desse conflito explica-se pelo grande poderio dos ingleses de um lado e a obstinada resistência francesa do outro. Ela foi a primeira grande guerra européia que provocou profundas transformações na vida Economia|económica , social e polÃtica da
Europa Ocidental. A França foi apoiada pela Escócia , Boêmia ,
Castela e
Papado de Avignon. A Inglaterra teve por aliados os
flamengos e Alemanha|alemães .
Os Atritos
Historiograficamente é recortado de
1337 a
1453. As suas causas remotas prendem-se ao fato de que, desde Guilherme I de Inglaterra|Guilherme, o Conquistador , os monarcas ingleses controlavam extensos domÃnios senhoriais em território francês, ameaçando o processo de centralização monárquica da França que se esboçava desde o século XII . Durante os séculos XII e Século XIII|XIII , os soberanos franceses tentaram, com crescente sucesso, restabelecer sua autoridade sobre esses
feudos.
No século XII , o rei
Henrique II da Inglaterra se casou com Leonor da Aquitânia e, segundo as tradições
feudais, tornou-se
vassalo do rei da França nos ducados da Ducado da Aquitânia | Aquitânia (Antiga Aquitânia | Guiena , Aquitânia | Guyenna ou Aquitânia | Guyenne ) e
Gasconha. Desde então as relações entre os reis da Inglaterra e França foram marcadas por conflitos polÃticos e militares. Isso culminou na questão da soberania sobre a
Gasconha. Pelo Tratado de Paris (1259) ,
Henrique III de Inglaterra abandonara suas pretensões sobre a
Normandia,
Maine, Anjou (provÃncia)|Anjou ,
Touraine e
Poitou, conservando apenas a Gasconha. Os constantes conflitos vinham pelo fato do rei inglês, que era
duque da Gasconha, ressentir-se de ter de pagar pela região aos reis franceses e de os vassalos gascões frequentemente apelarem ao soberano da França contra as decisões tomadas pelas autoridades inglesas na região.
As influências francesa e inglesa em
Flandres (atual Bélgica e PaÃses Baixos ) eram também opostas, pois os condes deste território eram vassalos da França e, por outro lado, a
burguesia estava ligada economicamente a Inglaterra. Além do intenso comércio estabelecido na região, Flandres era importante centro produtor de tecidos, que consumia grande parte da lã produzida pela Inglaterra. Essa camada urbana vinculada à produção de tecidos e ao comércio posicionava-se a favor dos interesses ingleses e portanto, contra a ingerência polÃtica francesa na região. Resolveram, flamengos e ingleses, estabelecer uma aliança, que irritou profundamente o rei da França, também interessado na região.
Imagem:Edward III of England - Illustration from Cassell's History of England - Century Edition - published circa 1902.jpg|thumb|left|Retrato do monarca inglês
Eduardo III.
O estopim dos conflitos foi a pretensão do rei
Eduardo III de Inglaterra, da dinastia
Plantageneta, à sucessão do trono francês.
O
Conde de Nevers, regente de Flandres desde
1322, prestou juramento de obediência ao seu
suserano Filipe VI de França|Filipe de Valois , decisão que poderia paralisar a economia flamenga, pois, com a morte do terceiro e último filho de Filipe IV de França|Filipe IV, o Belo ( Carlos IV de França|Carlos IV ,
1328), o trono da França passou para um de seus sobrinhos, justamente Filipe de Valois, que adotou o nome de Filipe VI de França|Filipe VI .
Eduardo III (neto, por parte da mãe, de Filipe IV de França|Filipe IV, o Belo ) reconhece Filipe VI em
Amiens em
1329; no entanto, após a intervenção de Filipe VI na Flandres apoiando o
conde contra os amotinados flamengos, Eduardo III suspende as exportações de lã s. A burguesia flamenga forma um partido a favor do rei de Inglaterra incitando-o a proclamar-se rei de França. Assim Eduardo III, instigado por
Jacques Artervelde - rico mercador que já havia liderado uma rebelião na cidade flamenga de
Gand - e temendo perder o ducado francês de Ducado da Aquitânia|Guyenne - mantido como feudo de Filipe VI de França|Filipe VI -, repudiou o juramento de Amiens e alegou a superioridade de seus tÃtulos à sucessão, uma vez que era filho de Isabel de França|Isabel , irmã de Carlos IV de França , monarca da dinastia dos
Capetos, falecido em
1328. Na França, Filipe VI, primo do falecido, argumentava que a Coroa não podia ser herdada por linha feminina ( lei sálica ).
Os franceses acusavam os ingleses de desenvolverem uma polÃtica expansionista, percebida pelos interesses na Guyenne e em Flandres. Já os ingleses insistiam em seus legÃtimos direitos polÃticos e territoriais na França. Embora tenham ocorrido crises anteriores, em geral, a data de
24 de maio de
1337 é considerada como o inÃcio da guerra: nesse dia, após uma série de discussões, Filipe VI tomou Guyenne aos ingleses. Eduardo respondeu imediatamente não reconhecendo mais "Filipe, que dizia ser rei da França". Iniciava-se a Guerra dos Cem Anos. A situação se deteriorou diante do auxÃlio francês à independência da Escócia Guerra da Independência Escocesa|nas guerras que Eduardo III e
seu pai haviam iniciado contra os reis escoceses para ocupar o trono desse paÃs.
Principais batalhas
Image:Europe in 1430.PNG|thumb|right|300px|A
Europa em
1430, na última fase da Guerra dos Cem Anos.
Entre os episódios mais importantes do conflito citam-se:
* a
batalha de Sluys (
1340);
* a Batalha de Crécy|batalha de Crécy (
1346);
* a Batalha de Poitiers (1356)|batalha de Poitiers (
1356);
* a
batalha de Cocherel (
1364);
* a
batalha de Azincourt (
1415);
* a
batalha de Patay (
1429);
* a
batalha de Formigny (
1450);
* a
batalha de Castillon (
1453).
Desenrolar da Guerra
A guerra desenrolou-se por quatro perÃodos: o 1º entre
1337 e
1364, o 2º entre
1364 e
1380, o 3º entre
1380 e
1422 e o 4º entre
1422 e
1453.
Primeiro PerÃodo (1337-1364)
Imagem:BattleofSluys.jpeg|thumb|left|Miniatura da
batalha de Sluys do livros de Crônicas de
Jean Froissart ( século XIV ).
Imagem:Battle of crecy froissart.jpg|thumb|
Iluminatura de um
manuscrito do século XV representando Batalha de Crécy .
Filipe VI de França|Filipe VI exerceu intenso assédio ao litoral inglês durante meses, até ser derrotado em
1340. As hostilidades começaram seriamente com a
batalha naval de Sluys, além do
rio Escalda, em
1340, onde a frota inglesa foi vitoriosa.
Eduardo III tentou conquistar a França, vencendo grande parte dos combates em batalha de Crécy|Crécyen-Pomthieu (
1346),
Calais (
1347). As duas vitórias inglesas garantiram a Eduardo III importantes posições no norte da França, mantendo o
Canal da Mancha sob seu controle. Para tanto o rei da Inglaterra contou com o apoio financeiro de grandes mercadores de
Flandres e do
duque da Bretanha, que voltou-se contra o monarca francês. O avanço e a conquista inglesa só não foram maiores porque após a batalha de Crécy , ocorreu a chamada "
Peste Negra", que dizimou praticamente 1/3 da população européia. A peste foi responsável por interromper a guerra.
Imagem:Battle-poitiers(1356).jpg|thumb|left|
Miniatura Idade Média|medieval mostrando a Batalha de Poitiers (
1356).
Vários anos depois, quando se retomaram os combates, Eduardo III havia conquistado o apoio do rei de
Navarra,
Carlos II, e a inestimável ajuda militar de seu filho Eduardo, o PrÃncipe Negro|Eduardo , o prÃncipe de Gales , conhecido como o prÃncipe negro (por conta da cor de sua armadura). Esse perÃodo foi caracterizado por sucessivas vitórias inglesas, contando com o apoio de muitos
nobres locais, mais preocupados em preservar seus domÃnios do que com a lealdade devida ao rei da França, possibilitando o domÃnio de cerca de um terço do território francês nas regiões
norte e
oeste. O prÃncipe Negro conseguiu tomar como prisioneiro o sucessor de Filipe VI de França|Filipe , João II de França|João II, o Bom na Batalha de Poitiers (1356)|Batalha de Poitiers (
1356), e posteriormente, exigiu resgate por sua libertação. Uma insurreição popular (
Jacquerie) complicou as coisas: revoltados com a miséria, os camponeses se lançavam contra os
senhores feudais, enquanto a
burguesia de
Paris, indgnada pelas calamidades da guerra e liderada por Etienne Marcel|Étienne Marcel , clamava por mudanças polÃticas. O filho de João, o Bom, o futuro Carlos V de França|Carlos V , atendeu as questões internas e negociou a paz com Eduardo III. Em
1360, o Tratado de Brétigny deu a Eduardo um considerável número de territórios na França (
Calais e todo o
sudoeste francês) em troca do abandono de suas reivindicações ao trono francês.
Segundo PerÃodo (1364-1380)
Imagem:Charles V France.jpg|thumb| Carlos V de França|Carlos V, o Sábio .
Quando da volta das hostilidades com a Inglaterra, a França desfrutava de uma melhor posição. Sob Carlos V de França|Carlos V (
1364-
1380), os franceses, graça a unificação de seus exércitos, recuperaram boa parte do território
meridional do Reino da França. Neste perÃodo destacou-se o condestável francês
Bertrand Du Guesclin,
cavaleiro valente e notável militar que organizou as famosas "
campanhas brancas" (sistema de
guerrilhas). A luta estendeu-se a
Castela com a França apoiando o candidato à coroa,
Dom Henrique, contra
Dom Pedro aliado da Inglaterra. As vitórias do monarca francês, fruto da reorganização militar, fortaleceram a idéia de centralização polÃtica, possibilitou submeter a maior parte da nobreza, aumentar a arrecadação tributária e organizar o Estado com elementos oriundos da burguesia em cargos de confiança.
Em
1377, com escassos meses de distância entre um e outro, faleciam o prÃncipe de Gales e Eduardo III. O sucessor do trono inglês era o neto do monarca falecido,
Ricardo II, de apenas dez anos de idade.
Terceiro PerÃodo (1380-1422)
As últimas décadas do século XIV e as décadas iniciais do século XV|século seguinte foram marcadas pelas disputas internas nos dois paÃses, arrefecendo momentaneamente a guerra externa. No caso da Inglaterra ocorreram Revolta camponesa de 1381|rebeliões camponesas lideradas por
Wat Tyler, contra a servidão e posteriormente as disputas envolveram parte da nobreza, que lutou contra o rei, e culminou com a ascensão de Henrique de
Lancaster ao trono, em
1399, com o tÃtulo de
Henrique IV.
Na França as lutas internas foram mais complexas e envolveram os interesses da região da
Borgonha, antigo
feudo poderoso, que lutou constantemente por seus interesses particulares. Em
1380, quando os ingleses nada mais ocupavam senão
Calais e a
Guyenne, morreu Carlos V na França, abrindo caminho para a ascensão do herdeiro Carlos VI de França|Carlos VI, o Insensato , de doze anos. Houve uma série de disputas pelo poder, que culminou com a cisão da nobreza francesa em dois partidos: os
armagnacs, partidários da famÃlia de Orléans , e os borguinhão|borguinhões , partidários dos
duques de Borgonha. Em considerando Carlos VI como incapaz, os Borguinhões pretenderam tomar o poder e, após várias derrotas, aliaram-se aos ingleses. Ao lado da famÃlia real ficaram o irmão do rei, Luis de Orléans e
Bernardo de Armagnac. Nesta
guerra civil, destacaram-se João sem medo, da Borgonha, e o
Delfim Carlos VII de França|Carlos
No reinado do inglês Ricardo II, investido do poder assim que alcançou a maioridade (
1389), as hostilidades praticamente cessaram.
Imagem:Henry V of England.jpg|thumb|left|O monarca inglês
Henrique V.
Imagem:Agincour.JPG|thumb|
batalha de Azincourt em miniatura do século XV.
A retenção inglesa de
Calais e
Bordeaux, no entanto, impediu a paz permanente, e as reivindicações inglesas quanto à França foram reavivadas pelo primo de Ricardo II,
Henrique V (invocando a Lei sálica ). Na França, a
guerra civil (luta entre
armagnacs e os Borguinhão|Borguinhões ) e a loucura do rei Carlos VI permitiram novas conquistas dos ingleses. Em
1415, Henrique V desembarcou na
Normandia, invadindo e tomando
Harfleur. Neste mesmo ano, travou-se a batalha de Azincourt|batalha de Agincourt (ou Azincourt) , num terreno em que a chuva transformara num atoleiro. A orgulhosa
cavalaria francesa foi massacrada e milhares de nobres franceses pereceram. Seguiu-se a ocupação de
Paris (
1415), da
Normandia (
1419) e de outras regiões no norte da França, obrigando a assinatura da paz, com a cumplicidade de
Isabel da Baviera. O
Tratado de Troyes (
1420), que garantia a Inglaterra todo o norte do paÃs (inclusive Paris) e, o mais grave, forçou Carlos VI de França|Carlos VI a deserdar do trono seu filho, o
Delfim Carlos VII de França|Carlos VII .
Henrique V casou-se com a
princesa Catarina, filha de Carlos VI, ficando com o direito de herdar o trono. Em
1422, morreram tanto Carlos VI quanto Henrique V, o que faz com que as duas coroas (a da França e da Inglaterra) fossem herdados por
Henrique VI, que ainda era uma criança recém nascida. Dois barão|barões ingleses encaregaram-se da regência: o João, Duque de Bedford|Duque de Badford se ocupou da França e o Humphrey, Duque de Gloucester|Duque de Gloucester passou a administrar a Inglaterra. Carlos VII, o Delfim, assumiu a realeza em
Bourges. Assim, a França encontrava-se dividida em dois reinos: nos territórios do norte, governava o rei inglês, apoiado pelos borguinhões; nos poucos territórios do sul, reinava o francês Carlos VII, com o apoio dos armagnacs.
Quarto PerÃodo (1422-1453)
O Delfim, porém, instalara-se no
Vale do
Loire e dali passou a liderar a resistência francesa aos invasores. É nesse momento que aparece em cena uma camponesa mÃstica e visionária de Domrémy : Joana d'Arc , que conseguiu desarmar uma conspiração para matar o soberano. Os regentes do ineficaz Henrique VI foram perdendo o controle dos territórios conquistados para as forças francesas, sob a liderança de Joana d'Arc.
Com a França em perigo Joana d'Arc organizara um exército completamente diferente dos exércitos feudais. Guerra era assunto para
nobres e homens. Seu exército era liderado por uma mulher camponesa. Os exércitos feudais lutavam por seu senhor e seu
feudo. O de Joana d'Arc era um exército nacional, que lutava pela França e por seu rei. Os franceses, agora, sentiam-se integrantes de um paÃs. A idéia de nação estava lançada.
hJoana d'Arc conseguiu do Delfim um exército de aproaximadamente 5 mil homens e libertou a praça forte de Orléans (
1429). Depois conquistou
Reims, no norte do paÃs, onde Carlos VII foi coroado segundo as antigas tradições. Em
1430, aprisionada pelos borguinhões, Joana D'Arc foi entregue aos ingleses. Tendo Joana caido nas mãos dos ingleses em Compiègne , foi julgada herético|herética por um tribunal eclesiástico e queimada na
fogueira, em
1431, em
Rouen (ou Ruão ).
O impulso, entretanto, estava dado. Os franceses, incentivados pelo martÃrio de Joana d'Arc, bateram os ingleses em
Formigny (
1450), tendo conquistado a
Normandia e grande parte da
Gasconha. O fim da guerra é marcado pela
batalha de Castillon, em
1453, quando foi capturada a cidade de
Bordeaux, o último reduto inglês. Isto significou, efetivamente, o fim da guerra, e desde então os ingleses mantiveram apenas Calais, que conservaram até
1558. Eles foram forçados a voltar sua atenção aos assuntos internos, principalmente à s
guerras das Rosas e desistiram de todas as reivindicações sobre a França. Nenhum tratado foi assinado de forma a assinalar o fim das hostilidades
Consequências
Os conflitos deixaram um saldo de milhares de mortos em ambos os lados, e uma devastação sem precedentes nos territórios e na produção agrÃcola francesa.
No plano polÃtico e social, a Guerra dos Cem Anos contribuiu para a
Dinastia de Valois, apoiada pela
burguesia, fortalecer o poder real francês, abrindo caminho para o chamado
absolutismo, por vários motivos:
*Liquidou com as pretensões inglesas sobre territórios na França;
*Os feudos do rei inglês, na França, passaram para o domÃnio da coroa francesa;
*O longo perÃodo de guerras enfraqueceu bastante a nobreza francesa, porque, Ã medida que os nobres morriam, seus feudos iam passando para o domÃnio do rei, debilitando o
sistema feudal.
*Construção de uma identidade nacional entre os franceses;
*Tornou possÃvel a criação de algumas instituições de governo centralizadas.
No plano das relações internacionais da Europa no perÃodo, o conflito se liga ainda a outros episódios como a
Guerra Civil de Castela, os confrontos na SicÃlia entre a França e o reino de Aragão e mesmo o chamado Papado de Avinhão|Papado de Avignon .
Poderá, enfim, dizer-se que a Guerra dos Cem Anos marca o final da Idade Média e anuncia a Idade Moderna|Época Moderna .
Curiosidades
*A pólvora foi pela primeira vez utilizada como arma em combate na Europa nos campos de Crecy, pelas tropas inglesas. O pedreiro causava mais ruÃdo do que estragos materiais, mas foi eficiente para assustar a
cavalaria francesa.
* Joana d'Arc , heroÃna francesa no conflito, quase cinco séculos após a sua execução na fogueira por suposta prática de feitiçaria , foi canonizada pela Igreja Católica , em
1920, como
Santa Joana d'Arc. Deve-se, no entanto, recordar que, já em
1456, Joana foi declarada inocente pelo
Papa Calisto III, confirmando que a Igreja da Inglaterra, nesse julgamento, agiu por conta própria, por pressão dos ingleses e interesses polÃticos.
*
Revolta camponesa de 1381
Categoria:História da França
Categoria:História de Inglaterra
Categoria:Guerras|Cem anos
Categoria:Século XIV
bg:Стогодишна война
ca:Guerra dels Cent Anys
cs:Stoletá válka
da:Hundredårskrigen
de:Hundertjähriger Krieg
en:Hundred Years' War
eo:Centjara milito
es:Guerra de los Cien Años
fi:Satavuotinen sota
fr:Guerre de Cent Ans
he:מלחמת מ×?×” ×”×©× ×™×?
hr:Stogodišnji rat
hu:Százéves háború
id:Perang Seratus Tahun
io:Cent-yara milito
it:Guerra dei cent'anni
ja:百年戦争
ka:�სწლი�ნი �მი
ko:백년 ì „ìŸ?
lb:Honnertjärege Krich
lt:Å imtametis karas
nl:Honderdjarige Oorlog
nn:Hundreårskrigen
no:Hundreårskrigen
nrm:Gùerre dé Chent Auns
pl:Wojna stuletnia
ro:Războiul de o sută de ani
ru:СтолетнÑ?Ñ? война
sk:StoroÄ?ná vojna
sl:Stoletna vojna
sr:Стогодишњи рат
sv:Hundraårskriget
tr:Yüz Yıl Savaşları
zh:百年战争 Em
1380, quando os ingleses nada mais ocupavam senão
Calais e a
Guyenne, morreu Carlos V na França, abrindo caminho para a ascensão do herdeiro Carlos VI de França|Carlos VI, o Insensato , de doze anos.
O impulso, entretanto, estava dado. Durante os séculos XII e Século XIII|XIII , os soberanos franceses tentaram, com crescente sucesso, restabelecer sua autoridade sobre esses
feudos.
No século XII , o rei
Henrique II da Inglaterra se casou com Leonor da Aquitânia e, segundo as tradições
feudais, tornou-se
vassalo do rei da França nos ducados da Ducado da Aquitânia | Aquitânia (Antiga Aquitânia | Guiena , Aquitânia | Guyenna ou Aquitânia | Guyenne ) e
Gasconha. Na França, Filipe VI, primo do falecido, argumentava que a Coroa não podia ser herdada por linha feminina ( lei sálica ). Os franceses, incentivados pelo martÃrio de Joana d'Arc, bateram os ingleses em
Formigny (
1450), tendo conquistado a
Normandia e grande parte da
Gasconha. A Inglaterra teve por aliados os
flamengos e Alemanha|alemães .
Os Atritos
Historiograficamente é recortado de
1337 a
1453. Em
1360, o Tratado de Brétigny deu a Eduardo um considerável número de territórios na França (
Calais e todo o
sudoeste francês) em troca do abandono de suas reivindicações ao trono francês.
Segundo PerÃodo (1364-1380)
Imagem:Charles V France.jpg|thumb| Carlos V de França|Carlos V, o Sábio .
Quando da volta das hostilidades com a Inglaterra, a França desfrutava de uma melhor posição. Neste perÃodo destacou-se o condestável francês
Bertrand Du Guesclin,
cavaleiro valente e notável militar que organizou as famosas "
campanhas brancas" (sistema de
guerrilhas). Essa camada urbana vinculada à produção de tecidos e ao comércio posicionava-se a favor dos interesses ingleses e portanto, contra a ingerência polÃtica francesa na região. Carlos VII, o Delfim, assumiu a realeza em
Bourges. Deve-se, no entanto, recordar que, já em
1456, Joana foi declarada inocente pelo
Papa Calisto III, confirmando que a Igreja da Inglaterra, nesse julgamento, agiu por conta própria, por pressão dos ingleses e interesses polÃticos.
*
Revolta camponesa de 1381
Categoria:História da França
Categoria:História de Inglaterra
Categoria:Guerras|Cem anos
Categoria:Século XIV
bg:Стогодишна война
ca:Guerra dels Cent Anys
cs:Stoletá válka
da:Hundredårskrigen
de:Hundertjähriger Krieg
en:Hundred Years' War
eo:Centjara milito
es:Guerra de los Cien Años
fi:Satavuotinen sota
fr:Guerre de Cent Ans
he:מלחמת מ×?×” ×”×©× ×™×?
hr:Stogodišnji rat
hu:Százéves háború
id:Perang Seratus Tahun
io:Cent-yara milito
it:Guerra dei cent'anni
ja:百年戦争
ka:�სწლი�ნი �მი
ko:백년 ì „ìŸ?
lb:Honnertjärege Krich
lt:Å imtametis karas
nl:Honderdjarige Oorlog
nn:Hundreårskrigen
no:Hundreårskrigen
nrm:Gùerre dé Chent Auns
pl:Wojna stuletnia
ro:Războiul de o sută de ani
ru:СтолетнÑ?Ñ? война
sk:StoroÄ?ná vojna
sl:Stoletna vojna
sr:Стогодишњи рат
sv:Hundraårskriget
tr:Yüz Yıl Savaşları
zh:百年战争 . Pelo Tratado de Paris (1259) ,
Henrique III de Inglaterra abandonara suas pretensões sobre a
Normandia,
Maine, Anjou (provÃncia)|Anjou ,
Touraine e
Poitou, conservando apenas a Gasconha. A longa duração desse conflito explica-se pelo grande poderio dos ingleses de um lado e a obstinada resistência francesa do outro. As hostilidades começaram seriamente com a
batalha naval de Sluys, além do
rio Escalda, em
1340, onde a frota inglesa foi vitoriosa. Resolveram, flamengos e ingleses, estabelecer uma aliança, que irritou profundamente o rei da França, também interessado na região.
Imagem:Edward III of England - Illustration from Cassell's History of England - Century Edition - published circa 1902.jpg|thumb|left|Retrato do monarca inglês
Eduardo III.
O estopim dos conflitos foi a pretensão do rei
Eduardo III de Inglaterra, da dinastia
Plantageneta, à sucessão do trono francês.
O
Conde de Nevers, regente de Flandres desde
1322, prestou juramento de obediência ao seu
suserano Filipe VI de França|Filipe de Valois , decisão que poderia paralisar a economia flamenga, pois, com a morte do terceiro e último filho de Filipe IV de França|Filipe IV, o Belo ( Carlos IV de França|Carlos IV ,
1328), o trono da França passou para um de seus sobrinhos, justamente Filipe de Valois, que adotou o nome de Filipe VI de França|Filipe VI . Na França, a
guerra civil (luta entre
armagnacs e os Borguinhão|Borguinhões ) e a loucura do rei Carlos VI permitiram novas conquistas dos ingleses. Eduardo respondeu imediatamente não reconhecendo mais "Filipe, que dizia ser rei da França".
Em
1377, com escassos meses de distância entre um e outro, faleciam o prÃncipe de Gales e Eduardo III.
Primeiro PerÃodo (1337-1364)
Imagem:BattleofSluys.jpeg|thumb|left|Miniatura da
batalha de Sluys do livros de Crônicas de
Jean Froissart ( século XIV ).
Imagem:Battle of crecy froissart.jpg|thumb|
Iluminatura de um
manuscrito do século XV representando Batalha de Crécy .
Filipe VI de França|Filipe VI exerceu intenso assédio ao litoral inglês durante meses, até ser derrotado em
1340. Guerra era assunto para
nobres e homens. Os constantes conflitos vinham pelo fato do rei inglês, que era
duque da Gasconha, ressentir-se de ter de pagar pela região aos reis franceses e de os vassalos gascões frequentemente apelarem ao soberano da França contra as decisões tomadas pelas autoridades inglesas na região. O prÃncipe Negro conseguiu tomar como prisioneiro o sucessor de Filipe VI de França|Filipe , João II de França|João II, o Bom na Batalha de Poitiers (1356)|Batalha de Poitiers (
1356), e posteriormente, exigiu resgate por sua libertação. A peste foi responsável por interromper a guerra.
Imagem:Battle-poitiers(1356).jpg|thumb|left|
Miniatura Idade Média|medieval mostrando a Batalha de Poitiers (
1356).
Vários anos depois, quando se retomaram os combates, Eduardo III havia conquistado o apoio do rei de
Navarra,
Carlos II, e a inestimável ajuda militar de seu filho Eduardo, o PrÃncipe Negro|Eduardo , o prÃncipe de Gales , conhecido como o prÃncipe negro (por conta da cor de sua armadura). Assim Eduardo III, instigado por
Jacques Artervelde - rico mercador que já havia liderado uma rebelião na cidade flamenga de
Gand - e temendo perder o ducado francês de Ducado da Aquitânia|Guyenne - mantido como feudo de Filipe VI de França|Filipe VI -, repudiou o juramento de Amiens e alegou a superioridade de seus tÃtulos à sucessão, uma vez que era filho de Isabel de França|Isabel , irmã de Carlos IV de França , monarca da dinastia dos
Capetos, falecido em
1328. Para tanto o rei da Inglaterra contou com o apoio financeiro de grandes mercadores de
Flandres e do
duque da Bretanha, que voltou-se contra o monarca francês. Isto significou, efetivamente, o fim da guerra, e desde então os ingleses mantiveram apenas Calais, que conservaram até
1558. É nesse momento que aparece em cena uma camponesa mÃstica e visionária de Domrémy : Joana d'Arc , que conseguiu desarmar uma conspiração para matar o soberano. Já os ingleses insistiam em seus legÃtimos direitos polÃticos e territoriais na França. No caso da Inglaterra ocorreram Revolta camponesa de 1381|rebeliões camponesas lideradas por
Wat Tyler, contra a servidão e posteriormente as disputas envolveram parte da nobreza, que lutou contra o rei, e culminou com a ascensão de Henrique de
Lancaster ao trono, em
1399, com o tÃtulo de
Henrique IV.
Na França as lutas internas foram mais complexas e envolveram os interesses da região da
Borgonha, antigo
feudo poderoso, que lutou constantemente por seus interesses particulares. Houve uma série de disputas pelo poder, que culminou com a cisão da nobreza francesa em dois partidos: os
armagnacs, partidários da famÃlia de Orléans , e os borguinhão|borguinhões , partidários dos
duques de Borgonha. Nesta
guerra civil, destacaram-se João sem medo, da Borgonha, e o
Delfim Carlos VII de França|Carlos
No reinado do inglês Ricardo II, investido do poder assim que alcançou a maioridade (
1389), as hostilidades praticamente cessaram.
Imagem:Henry V of England.jpg|thumb|left|O monarca inglês
Henrique V.
Imagem:Agincour.JPG|thumb|
batalha de Azincourt em miniatura do século XV.
A retenção inglesa de
Calais e
Bordeaux, no entanto, impediu a paz permanente, e as reivindicações inglesas quanto à França foram reavivadas pelo primo de Ricardo II,
Henrique V (invocando a Lei sálica ). O fim da guerra é marcado pela
batalha de Castillon, em
1453, quando foi capturada a cidade de
Bordeaux, o último reduto inglês. Depois conquistou
Reims, no norte do paÃs, onde Carlos VII foi coroado segundo as antigas tradições. Ao lado da famÃlia real ficaram o irmão do rei, Luis de Orléans e
Bernardo de Armagnac. O avanço e a conquista inglesa só não foram maiores porque após a batalha de Crécy , ocorreu a chamada "
Peste Negra", que dizimou praticamente 1/3 da população européia. Eles foram forçados a voltar sua atenção aos assuntos internos, principalmente à s
guerras das Rosas e desistiram de todas as reivindicações sobre a França. O de Joana d'Arc era um exército nacional, que lutava pela França e por seu rei.
As influências francesa e inglesa em
Flandres (atual Bélgica e PaÃses Baixos ) eram também opostas, pois os condes deste território eram vassalos da França e, por outro lado, a
burguesia estava ligada economicamente a Inglaterra. O sucessor do trono inglês era o neto do monarca falecido,
Ricardo II, de apenas dez anos de idade.
Terceiro PerÃodo (1380-1422)
As últimas décadas do século XIV e as décadas iniciais do século XV|século seguinte foram marcadas pelas disputas internas nos dois paÃses, arrefecendo momentaneamente a guerra externa.
hJoana d'Arc conseguiu do Delfim um exército de aproaximadamente 5 mil homens e libertou a praça forte de Orléans (
1429).
Eduardo III (neto, por parte da mãe, de Filipe IV de França|Filipe IV, o Belo ) reconhece Filipe VI em
Amiens em
1329; no entanto, após a intervenção de Filipe VI na Flandres apoiando o
conde contra os amotinados flamengos, Eduardo III suspende as exportações de lã s. As vitórias do monarca francês, fruto da reorganização militar, fortaleceram a idéia de centralização polÃtica, possibilitou submeter a maior parte da nobreza, aumentar a arrecadação tributária e organizar o Estado com elementos oriundos da burguesia em cargos de confiança. Em considerando Carlos VI como incapaz, os Borguinhões pretenderam tomar o poder e, após várias derrotas, aliaram-se aos ingleses.
Henrique V casou-se com a
princesa Catarina, filha de Carlos VI, ficando com o direito de herdar o trono. As duas vitórias inglesas garantiram a Eduardo III importantes posições no norte da França, mantendo o
Canal da Mancha sob seu controle. Dois barão|barões ingleses encaregaram-se da regência: o João, Duque de Bedford|Duque de Badford se ocupou da França e o Humphrey, Duque de Gloucester|Duque de Gloucester passou a administrar a Inglaterra. O filho de João, o Bom, o futuro Carlos V de França|Carlos V , atendeu as questões internas e negociou a paz com Eduardo III. Além do intenso comércio estabelecido na região, Flandres era importante centro produtor de tecidos, que consumia grande parte da lã produzida pela Inglaterra.
Os franceses acusavam os ingleses de desenvolverem uma polÃtica expansionista, percebida pelos interesses na Guyenne e em Flandres. Os regentes do ineficaz Henrique VI foram perdendo o controle dos territórios conquistados para as forças francesas, sob a liderança de Joana d'Arc. Assim, a França encontrava-se dividida em dois reinos: nos territórios do norte, governava o rei inglês, apoiado pelos borguinhões; nos poucos territórios do sul, reinava o francês Carlos VII, com o apoio dos armagnacs.
Quarto PerÃodo (1422-1453)
O Delfim, porém, instalara-se no
Vale do
Loire e dali passou a liderar a resistência francesa aos invasores. A luta estendeu-se a
Castela com a França apoiando o candidato à coroa,
Dom Henrique, contra
Dom Pedro aliado da Inglaterra. Iniciava-se a Guerra dos Cem Anos.
A expressão '''Guerra dos Cem Anos''' identifica uma série de conflitos armados, registrados de forma intermitente, durante o século XIV e o século XV , envolvendo a França e a
Inglaterra. Uma insurreição popular (
Jacquerie) complicou as coisas: revoltados com a miséria, os camponeses se lançavam contra os
senhores feudais, enquanto a
burguesia de
Paris, indgnada pelas calamidades da guerra e liderada por Etienne Marcel|Étienne Marcel , clamava por mudanças polÃticas. Embora tenham ocorrido crises anteriores, em geral, a data de
24 de maio de
1337 é considerada como o inÃcio da guerra: nesse dia, após uma série de discussões, Filipe VI tomou Guyenne aos ingleses. Isso culminou na questão da soberania sobre a
Gasconha. Ela foi a primeira grande guerra européia que provocou profundas transformações na vida Economia|económica , social e polÃtica da
Europa Ocidental. As suas causas remotas prendem-se ao fato de que, desde Guilherme I de Inglaterra|Guilherme, o Conquistador , os monarcas ingleses controlavam extensos domÃnios senhoriais em território francês, ameaçando o processo de centralização monárquica da França que se esboçava desde o século XII . A orgulhosa
cavalaria francesa foi massacrada e milhares de nobres franceses pereceram. A idéia de nação estava lançada. A burguesia flamenga forma um partido a favor do rei de Inglaterra incitando-o a proclamar-se rei de França. Nenhum tratado foi assinado de forma a assinalar o fim das hostilidades
Consequências
Os conflitos deixaram um saldo de milhares de mortos em ambos os lados, e uma devastação sem precedentes nos territórios e na produção agrÃcola francesa.
No plano polÃtico e social, a Guerra dos Cem Anos contribuiu para a
Dinastia de Valois, apoiada pela
burguesia, fortalecer o poder real francês, abrindo caminho para o chamado
absolutismo, por vários motivos:
*Liquidou com as pretensões inglesas sobre territórios na França;
*Os feudos do rei inglês, na França, passaram para o domÃnio da coroa francesa;
*O longo perÃodo de guerras enfraqueceu bastante a nobreza francesa, porque, Ã medida que os nobres morriam, seus feudos iam passando para o domÃnio do rei, debilitando o
sistema feudal.
*Construção de uma identidade nacional entre os franceses;
*Tornou possÃvel a criação de algumas instituições de governo centralizadas.
No plano das relações internacionais da Europa no perÃodo, o conflito se liga ainda a outros episódios como a
Guerra Civil de Castela, os confrontos na SicÃlia entre a França e o reino de Aragão e mesmo o chamado Papado de Avinhão|Papado de Avignon .
Poderá, enfim, dizer-se que a Guerra dos Cem Anos marca o final da Idade Média e anuncia a Idade Moderna|Época Moderna .
Curiosidades
*A pólvora foi pela primeira vez utilizada como arma em combate na Europa nos campos de Crecy, pelas tropas inglesas. Desde então as relações entre os reis da Inglaterra e França foram marcadas por conflitos polÃticos e militares. A França foi apoiada pela Escócia , Boêmia ,
Castela e
Papado de Avignon. Sob Carlos V de França|Carlos V (
1364-
1380), os franceses, graça a unificação de seus exércitos, recuperaram boa parte do território
meridional do Reino da França. Os exércitos feudais lutavam por seu senhor e seu
feudo. O pedreiro causava mais ruÃdo do que estragos materiais, mas foi eficiente para assustar a
cavalaria francesa.
* Joana d'Arc , heroÃna francesa no conflito, quase cinco séculos após a sua execução na fogueira por suposta prática de feitiçaria , foi canonizada pela Igreja Católica , em
1920, como
Santa Joana d'Arc. Em
1430, aprisionada pelos borguinhões, Joana D'Arc foi entregue aos ingleses. Os franceses, agora, sentiam-se integrantes de um paÃs. Seguiu-se a ocupação de
Paris (
1415), da
Normandia (
1419) e de outras regiões no norte da França, obrigando a assinatura da paz, com a cumplicidade de
Isabel da Baviera. Seu exército era liderado por uma mulher camponesa. A situação se deteriorou diante do auxÃlio francês à independência da Escócia Guerra da Independência Escocesa|nas guerras que Eduardo III e
seu pai haviam iniciado contra os reis escoceses para ocupar o trono desse paÃs.
Principais batalhas
Image:Europe in 1430.PNG|thumb|right|300px|A
Europa em
1430, na última fase da Guerra dos Cem Anos.
Entre os episódios mais importantes do conflito citam-se:
* a
batalha de Sluys (
1340);
* a Batalha de Crécy|batalha de Crécy (
1346);
* a Batalha de Poitiers (1356)|batalha de Poitiers (
1356);
* a
batalha de Cocherel (
1364);
* a
batalha de Azincourt (
1415);
* a
batalha de Patay (
1429);
* a
batalha de Formigny (
1450);
* a
batalha de Castillon (
1453).
Desenrolar da Guerra
A guerra desenrolou-se por quatro perÃodos: o 1º entre
1337 e
1364, o 2º entre
1364 e
1380, o 3º entre
1380 e
1422 e o 4º entre
1422 e
1453. Em
1422, morreram tanto Carlos VI quanto Henrique V, o que faz com que as duas coroas (a da França e da Inglaterra) fossem herdados por
Henrique VI, que ainda era uma criança recém nascida. O
Tratado de Troyes (
1420), que garantia a Inglaterra todo o norte do paÃs (inclusive Paris) e, o mais grave, forçou Carlos VI de França|Carlos VI a deserdar do trono seu filho, o
Delfim Carlos VII de França|Carlos VII .
Eduardo III tentou conquistar a França, vencendo grande parte dos combates em batalha de Crécy|Crécyen-Pomthieu (
1346),
Calais (
1347). Neste mesmo ano, travou-se a batalha de Azincourt|batalha de Agincourt (ou Azincourt) , num terreno em que a chuva transformara num atoleiro. Esse perÃodo foi caracterizado por sucessivas vitórias inglesas, contando com o apoio de muitos
nobres locais, mais preocupados em preservar seus domÃnios do que com a lealdade devida ao rei da França, possibilitando o domÃnio de cerca de um terço do território francês nas regiões
norte e
oeste.
Com a França em perigo Joana d'Arc organizara um exército completamente diferente dos exércitos feudais. Em
1415, Henrique V desembarcou na
Normandia, invadindo e tomando
Harfleur. Tendo Joana caido nas mãos dos ingleses em Compiègne , foi julgada herético|herética por um tribunal eclesiástico e queimada na
fogueira, em
1431, em
Rouen (ou Ruão )