Reconquista
A '''Reconquista''' (também referenciada como '''Conquista cristã''') é a designação historiográfica para o movimento cristão com inÃcio no século VIII que visava a recuperação cristã das terras perdidas para os árabes durante a invasão muçulmana da PenÃnsula Ibérica|invasão da PenÃnsula Ibérica .
Os muçulmano s não conseguiram ocupar a região montanhosa das Astúrias , onde resistiram grandes povoações, e de uma delas surgiria Pelágio das Astúrias|Pelágio (ou Pelaio), que se pôs à frente dos refugiados, iniciando imediatamente um movimento para reconquistar o território perdido.
A guerra tinha um objectivo: reapoderarem-se das terras e de tudo o que nelas existia. A ocupação das terras conquistadas fazia-se com um cerimonial: ''cum cornu et albende de rege'', isto é, com o toque das
trombetas e a
bandeira desfraldada.
A ideia de «cruzada» só veio a surgir na época das
Cruzadas (1096). A reconquista de todo o PenÃnsula Ibérica|território peninsular vai durar cerca de oito séculos, só ficando concluÃda em
1492 com a reconquista do reino muçulmano de Granada (Espanha)|Granada pelos Reis Católicos . Em
Portugal, a Reconquista terminou com a conquista definitiva de Silves (Portugal)|Silves pelas forças de Afonso III de Portugal|D. Afonso III , em
1253. Mais tarde, houve também motivações religiosas para a Descobrimentos portugueses|expansão marÃtima , precedida pela conquista das praças Ã?frica|africanas .
Precedentes
Por volta do ano
711 toda a PenÃnsula Ibérica seria invadida por hordas
berberes, comandadas por Tarik ibn-Ziyad , obrigando os
visigodos a recolher-se principalmente nas Astúrias , uma região no Norte da PenÃnsula, que, pelas suas caracterÃsticas naturais, colocava grandes dificuldades ao domÃnio muçulmano. Além disso, os muçulmanos estavam mais interessados em atravessar os Pirenéus e derrotar os
Francos, visto terem como objectivos conquistar todos os territórios à volta do Mediterrâneo , o que acabou por não acontecer, pois foram derrotados pelos Francos.
A revolta
Imagem:Pelayo.jpg|thumb|left|100px|Estátua de Pelágio das Astúrias
Antes de
750, os soldados berberes, que se acantonavam nas terras mais ao
norte, revoltaram-se contra os árabes: estes eram pouco numerosos e chamaram tropas sÃria s, que dominaram a revolta. Em
718 Pelágio das Astúrias|Pelágio , chefe dos Visigodos, aproveita a desorganização muçulmana e dá inicio a um processo de reconquista dos territórios hispânicos, que iria durar cerca de oito séculos.
Não se sabe muito sobre Pelágio: o nome não é godos|gótico : os autores de pequenas crónicas escritas pelo fim do século IX e século X|no X procuram relacioná-lo com os antigos
reis visigodos, para estabelecerem uma relação entre os guerrilheiros montanheses e a «restauração» do
Cristianismo em
Espanha. Um escritor árabe coevo diz que se tratava de um
galego. Um historiador moderno supõe que seria um
servo que se conseguiu impor aos companheiros no perÃodo de crise que seguiu a queda da
monarquia; um outro considera-o um nativo das Astúrias; outros autores consideram que Pelágio era duque da Cantábria , parente, segundo a tradição, do rei
Rodrigo.
Pelágio seria então o chefe daquele heróico grupo de
godos que escaparam à dominação árabe da PenÃnsula Ibérica|PenÃnsula , refugiados nas montanhas quase inacessÃveis das Astúrias. O domÃnio muçulmano na PenÃnsula levava os guerreiros cristãos a porfiadas pelejas, cada um querendo «gizar» um reino para si.
É em
722 que ocorre a primeira grande vitória dos Cristãos contra os mouros, ocorrendo a
Batalha de Covadonga; dá-se assim a derrota dos muçulmanos.
Alexandre Herculano considera que o
ardil de guerra que deu a vitória a Pelágio tem muito de comum com aquele que
Viriato pusera por vezes em prática, cerca de novecentos anos antes: ainda que muito a custo, os cavaleiros enviados em cilada para a floresta à esquerda das gargantas de
Covadonga, puderam chegar aà sem serem sentidos pelos árabes. Aquando da aproximação dos árabes, os cristãos recuaram e os primeiros, atribuindo ao temor esta fuga simulada, precipitaram-se em sua direcção. Pouco a pouco, o duque da Cantábria atraiu-os para a entrada da gruta de Covadonga. Ao som da
trombeta de Pelágio, do cimo dos rochedos surgiram guerreiros que dizimaram os africanos e os renegados godos com tiros e lançando rochedos.
Na
batalha de Auseba foram vingados os valentes que
pereceram nas margens do
Chrysus, pela morte de vinte mil
sarracenos.
A oportunidade
Imagem:Reconquista4.jpg|right|200px
Os cristãos espreitavam esses combates na esperança de um avanço nas conquistas católicas, e encontravam nas montanhas das Astúrias um campo propÃcio. Das Astúrias desceu um dia um grupo de godos, capitaneados por Pelágio, que infligiria aos sarracenos uma formidável derrota na Batalha de Covadonga|batalha de Cangas de OnÃs (cerca de
722), e que seria o primeiro elo dessa cadeia de combates que, prolongando-se através de quase oito séculos, fez recuar o Corão para as praias de Ã?frica e restituiu a PenÃnsula ao
Cristianismo.
Seguiu-se uma prolongada
guerra civil, a cerca de
740, em consequência da qual as terras para o norte do Douro ficaram livres, ou quase livres, dos invasores, porque os berberes, que lá estavam, marcharam para o sul para fazer guerra aos árabes. As populações hispano-góticas dessas regiões puderam, então, levantar cabeça e colocaram-se do lado dos Asturianos contra os
mouros. A
Galiza foi uma zona onde essa luta foi mais renhida e devastadora. Antes de terminar o século VIII , por efeito do recuo dos mouros, divididos por guerras internas, a PenÃnsula Ibérica tinha duas zonas, cujo limite passava, aproximadamente, por
Coimbra, seguia o curso do
Mondego por
Talavera, Toledo (Espanha)|Toledo ,
Tudela e
Pamplona. As populações não estavam submetidas a nenhuma organização definida permanente, a não ser ao
clero.
Algumas sés (entre elas as do Sé do Porto|Porto e Sé de Braga|Braga ) foram abandonadas pelos
bispos, mas o Cristianismo|culto cristão nunca foi interrompido. Alguns historiadores, entre eles
Alexandre Herculano, tomaram à letra algumas frases dos '' cronicão|cronicões '' da reconquista, em especial o atribuÃdo a Sebastião, bispo de
Salamanca.
Rezam as crónicas que foi Afonso I das Astúrias|Afonso I (um chefe asturiano) quem reconquistou uma enorme região, que incluÃa toda a Galiza, o
Minho, o Douro (subregião)|Douro e parte da actual
Beira Alta, passando os mouros a fio de espada e levando consigo, para as Astúrias, todos os cristãos que encontrou no território.
É essa a origem da teoria do ermamento|teoria do ''ermamento'' : se todos os mouros foram mortos e todos os cristãos levados, a terra transformou-se num grande
deserto, onde a vida social parou e só veio a renascer a partir da sua incorporação nos Tabela cronológica dos reinos da PenÃnsula Ibérica|novos reinos cristãos . Este ponto de vista foi depois corrigido. Os cristãos levados para o norte pode explicar-se pela necessidade de mão-de-obra nas terras onde o
regime feudal dos
godos estava a renascer. E, entre os mortos e os feridos, há sempre alguns que escapam.
Os ataques
As razias eram feitas nos lugares onde os
saques podiam ser compensadores, e o facto de se repetirem várias vezes mostra que as populações estavam enraizadas. À aproximação dos
soldados (umas vezes mouros, outras vezes cristãos), os aldeões faziam como em Coimbra: refugiavam-se nos montes e voltavam depois para construir novas
choupanas e continuar as
sementeiras. E estas dificuldades iam fortalecendo o poder popular. As condições sociais desta época são pouco conhecidas. Apesar disso, há indicações de conflitos sociais violentos entre os servos e os
senhores.
Imagem:SantiagoMatamoros.jpg|thumb|150px|Os Cristianismo|Cristãos consideravam que o seu protector era '''São Tiago''' (ainda hoje patrono da
Espanha), apelidado de
Santiago Matamouros.
Sebastião de Salamanca e o cronicão crónica Albeldense|Albeldense falam-nos de uma revolta de ''libertinos'', isto é, descendentes de antigos
escravos. Diz que se revoltaram contra os senhores mas foram vencidos e «reconduzidos à escravidão». Em alguns casos, as populações revoltavam-se após a incorporação dos territórios em que habitavam no domÃnio cristão. Essas revoltas não eram de carácter religião|religioso : não existem indÃcios de uma profunda adesão dos povos ao credo islâmico. Mas os «reconquistadores» não aceitavam as organizações dos vizinhos que, entretanto, se tinham enraizado.
Santiago Mata-Mouros
De acordo com outras tradições, Santiago teria aparecido
miraculosamente em vários combates travados em
Espanha durante a ''Reconquista Cristã'', sendo a partir de então apelidado de ''Matamoros'' (''Mata-
mouros''). ''Santiago y cierra España'' foi desde então o grito de guerra dos exércitos espanhóis. Santiago foi também protector do exército português até à crise de 1383-1385 , altura em que o seu brado foi substituÃdo pelo de São Jorge .
Os diferentes reinos cristãos
Imagem:pt-Reconquista2.jpg|thumb|left|250px|Mapa da evolução da conquista cristã.
O primeiro reino cristão foi o das Astúrias, fundado por Pelágio das Astúrias|Pelágio , e mais tarde de Reino de Leão . Nos princÃpios do século X a provÃncia de
Navarra tornou-se independente, formando o
Reino de Navarra.
Os reis ásturo-leoneses foram alargando os domÃnios cristãos que atingiram o rio
Mondego ( Afonso III das Astúrias|Afonso III de Leão , e, ao mesmo tempo, iam repovoando terras e reconstruindo
igrejas e
mosteiros, ficando célebre na parte ocidental o Mosteiro de Guimarães – com grandes propriedades rústicas e muitos
castelos por todo o norte do paÃs.
Porém, já no século X , as discórdias entre os chefes cristãos enfraqueceram o reino, e Almançor tomou a ofensiva destruindo Leão, a capital, e reduzindo o reino cristão ao último extremo.
No século XI ,
Sancho de Navarra, rei de Navarra, anexou o condado de
Castela e, por sua morte, os seus estados foram divididos pelos três filhos, sendo nessa altura os condados de Aragão e de Castela elevados à categoria de reinos. O reino de Castela coube a Fernando I de Leão e Castela|Fernando I, o Magno , mas este em breve se apoderou também do reino de Leão.
Fernando, rei de Leão e Castela, notabilizou-se na luta contra os muçulmanos recuperando muitas terras, entre as quais
Coimbra (
1064), alargando assim definitivamente os limites da reconquista até ao Mondego. Este monarca desenvolveu o território entre o
Douro e Mondego, o qual aparece designado por
Portucale, separadamente dos outros territórios da
Galiza, com dois distritos ou condados – Portugal e Coimbra – gozando de autonomia administrativa, com magistrados próprios.
Fernando I, ao falecer (
1065), repartiu os seus domÃnios pelos filhos:
Sancho ficou com Castela, Afonso VI de Leão e Castela|Afonso com Leão e Astúrias, e
Garcia com a Galiza (e portanto com o condado de Portugal), transformado em
reino independente. Depois de varias lutas entre os irmãos, morto Sancho e destronado Garcia, Afonso VI de Leão e Castela|Afonso VI de Castela reúne novamente todos os estados de seu pai, tornando-se assim rei de Leão, de Castela e de Galiza.
Afonso VI, aproveitando as lutas entre os principados muçulmanos após a desagregação do Califado de Córdoba|califado de Córdova (
1031), prosseguiu a guerra contra os infiéis e conquistou Toledo (Espanha)|Toledo , onde fixou a
capital.
Alarmados com as vitórias dos cristãos, alguns
emires pedem auxilio aos Almorávidas da Mauritânia , e estes, vindo à PenÃnsula, derrotam os exércitos cristãos na
batalha de Zaraca (
1086). Porém, Afonso VI, aproveitando agora a luta dos Almorávidas para a submissão dos prÃncipes muçulmanos, conquista Santarém (Portugal)|Santarém e a seguir
Lisboa e
Sintra (1093), estendendo assim a reconquista até ao
Tejo.
Acudindo aos apelos de Afonso VI, entre os cavaleiros de Francos|além-Pirenéus , vem
Raimundo, filho do
conde de Borgonha, que casaria com Urraca de Leão e Castela|D. Urraca , filha do rei de Leão e recebe deste (
1093) o governo de toda a
Galiza até ao Tejo. No ano seguinte chega à PenÃnsula Henrique da Borgonha, Conde de Portugal|D. Henrique , irmão do Duque de Borgonha e primo de Raimundo, que recebe a mão de Teresa de Leão|D. Teresa , filha ilegÃtima de Afonso VI e recebe, depois, o governo da Condado Portucalense|provÃncia portucalense que fazia parte do Reino da Galiza - terra que seu filho
Afonso Henriques (revoltando-se contra ela e o seu padastro Fernão Peres de Trava ) alargou e tornou em reino independente. Assim, a formação do
reino de Portugal foi uma frutuosa consequência das
Cruzadas do
Ocidente. O reino da Galiza passou a ser unicamente aquele ao norte do
rio Minho, ficando, com o tempo, mais dependente do poder do Reino de Castela — limitada por Leão a Este e por Portugal a Sul, a Galiza assumia assim a sua fronteira e Portugal seria o único a constituir um estado independente do poder castelhano.
Depois de D. Afonso VI, a reconquista contra os Almóadas foi prosseguida pelos reis de
Portugal,
Castela, Reino de Aragão|Aragão e pelos
condes de Barcelona.
Portugal na Reconquista
Afonso I de Portugal|D. Afonso Henriques , filho do
conde de Portucale, iria revoltar-se contra a sua mãe, conquistando a Independência de Portugal e iniciando a reconquista portuguesa autonomamente. Desde o inÃcio do seu reinado, conseguimos documentar as seguintes batalhas:
{|
!Reinado
!Acontecimento
!Local
!Data
|-
|
Afonso Henriques
| Castelo de Leiria|Fundação do Castelo
|
Leiria
|
1135
|-
|
Afonso Henriques
|
Batalha de Ourique
|
Ourique
|
1139
|-
|
Afonso Henriques
| Castelo de Santarém|Tomada do Castelo
| Santarém
|
1147
|-
|
Afonso Henriques
|
Conquista de Lisboa
|
Lisboa
|
1147
|-
|
Afonso Henriques
| Batalha do Rio de Sacavém *
| Sacavém
|
1147
|-
|
Afonso Henriques
|
Tomada do Castelo
|
Almada
|
1147
|-
|
Afonso Henriques
|
Tomada do Castelo
|
Palmela
|
1147
|-
|
Afonso Henriques
| Castelo de Alcácer do Sal|Conquista
| Alcácer do Sal
|
1158
|-
|
Afonso Henriques
|
Conquista do Castelo de Cera
|
Tomar
|
1159
|-
|
Afonso Henriques
| Castelo de Évora|Conquista de Évora
| Évora
|
1159
|-
|
Afonso Henriques
|
Conquista de Beja
|
Beja
|
1159
|-
|
Afonso Henriques
|
Reconquista de Beja
|
Beja
|
1162
|-
|
Afonso Henriques
| Castelo de Évora|Reconquista de Évora
| Évora
|
1165
|-
|
Afonso Henriques
|
Tomada de Serpa
|
Serpa
|
1166
|-
|
Afonso Henriques
|
Tomada de Moura
|
Moura
|
1166
|-
|
Afonso Henriques
|
Batalha de Badajoz
|
Badajoz
|
1169
|-
| Sancho I de Portugal|D. Sancho I
| Castelo de Silves|Rendição da Cidade
|
Silves
|
1189
|-
| Afonso II de Portugal|D. Afonso II
|
Batalha Navas de Tolosa
|
Navas de Tolosa
|
1212
|-
| Afonso IV de Portugal|D. Afonso IV
|
Batalha do Salado
|
Salado
|
1340
|}
* - Considerada lendária pela historiografia moderna
Cronologia da Reconquista
Ordens religiosas e Cruzadas
Todos os reinos ibéricos puderam beneficiar do apoio de várias
Ordens Militares, das quais se destaca a Ordem dos Templários , uma Ordem militar e religiosa instituÃda com o propósito da cristianização.
Portugal, especialmente, viria a beneficiar das
Cruzadas em trânsito para o Médio Oriente , tendo estas desempenhado um Cruzada#As Cruzadas na conquista de Portugal|papel importantÃssimo na tomada de algumas cidades portuguesas e subsequente expansão, bem como na fundação do próprio
reino de Portugal.
O fim do domÃnio árabe
Imagem:reconquista-rendicion-granada.jpg|thumb|right|300px|Granada — entrega das chaves da cidade pelo próprio rei
Boabdil à rainha
Isabel I de Castela.
Em
1492, com a
conquista do reino de Granada, a Reconquista chegava ao fim. Já os reinos da
Galiza, Leão ,
Castela,
Navarra e Aragão iniciavam uma relativa unificação ao possuir um único rei (embora mantendo a autonomia económica, administrativa e comercial), que posteriormente recebeu o nome de reino de
Espanha. Juntamente com o reino independente de
Portugal, debatiam-se estes dois estados pelas conquistas marÃtimas. Ainda com o apoio da Igreja Católica|Igreja , ambos os reis estavam agora de olhos postos no Norte de Ã?frica , nas praças comerciais de renome, como
Ceuta e Tânger , sob o pretexto da cristianização. Caminhava-se, paralelamente, para a fase inicial dos
Descobrimentos.
* História de Portugal e História de Espanha|Espanha
* Listas de reis: Lista de reis das Astúrias|Astúrias ,
Galiza,
Navarra,
Castela, Lista de reis de Leão|Leão , Lista de reis de Aragão|Aragão ,
Portugal
* Tabela cronológica dos reinos da PenÃnsula Ibérica
*
Decreto de Alhambra
Bibliografia
* AFONSO, A. Martins, '''Curso de história da civilização portuguesa''' - 8ª ed. - Porto: Porto Editora, [D.L. 1972]
* Bernard F. Reilly|REILLY, Bernard F. , '''Cristãos e muçulmanos: a luta pela PenÃnsula Ibérica''' (''The contest of Christian and Muslim Spain''), trad. Maria José Giesteira - Lisboa, Teorema, 1998 - 327 p. - ISBN 972-695-262-X
* José Hermano Saraiva|SARAIVA, José Hermano , 1919 - '''História de Portugal''' - Lisboa : CÃrculo de Leitores , imp.1981. - 124, [2] p. : il. ; 25 cm. - (Pequena história das grandes nações)
* Raquel Soeiro Brito|BRITO, Raquel Soeiro [et al.] '''História de Portugal''', ''Vol I: Antes de Portugal'' / dir. José Mattoso . - [Lisboa] : Estampa, D.L. 1993-1994. - 8 vols - 567 p. ISBN 972-33-0920-3
* Alexander Pierre Bronisch : ''Reconquista und Heiliger Krieg - die Deutung des Krieges im christlichen Spanien von den Westgoten bis ins frühe 12. Jahrhundert'' , Münster , Aschendorff , 1998 , ISBN 3-402-05839-1
* Derek William Lomax: ''Die Reconquista. Die Wiedereroberung Spaniens durch das Christentum.'' Deutsche Übersetzung durch Holger Fliessbach. Wilhelm Heyne Verlag, München 1980. ISBN 3-453-48067-8
* Philippe Sénac : ''La frontière et les hommes -(VIIIe - XIIIe siècle) le peuplement musulman au nord de l'Ebre et les débuts de la reconquête aragonaise'' , Paris , Maisonneuve et Larose , 2000 , ISBN 2-7068-1421-7
Categoria:Reconquista|
ca:Reconquesta
da:Reconquista
de:Reconquista
en:Reconquista
eo:Reconquista
es:Reconquista
fi:Reconquista
fr:Reconquête
he:×¨×§×•× ×§×™×¡×˜×”
io:Reconquista
it:Reconquista
ja:レコンã‚スタ
lt:Rekonkista
nl:Reconquista
no:Reconquista
pl:Rekonkwista
ru:РеконкиÑ?та
sk:Reconquista
sv:Reconquista
uk:РеконкіÑ?та - ISBN 972-695-262-X
* José Hermano Saraiva|SARAIVA, José Hermano , 1919 - '''História de Portugal''' - Lisboa : CÃrculo de Leitores , imp.1981. Os cristãos levados para o norte pode explicar-se pela necessidade de mão-de-obra nas terras onde o
regime feudal dos
godos estava a renascer. Essas revoltas não eram de carácter religião|religioso : não existem indÃcios de uma profunda adesão dos povos ao credo islâmico. Além disso, os muçulmanos estavam mais interessados em atravessar os Pirenéus e derrotar os
Francos, visto terem como objectivos conquistar todos os territórios à volta do Mediterrâneo , o que acabou por não acontecer, pois foram derrotados pelos Francos.
A revolta
Imagem:Pelayo.jpg|thumb|left|100px|Estátua de Pelágio das Astúrias
Antes de
750, os soldados berberes, que se acantonavam nas terras mais ao
norte, revoltaram-se contra os árabes: estes eram pouco numerosos e chamaram tropas sÃria s, que dominaram a revolta. Jahrhundert'' , Münster , Aschendorff , 1998 , ISBN 3-402-05839-1
* Derek William Lomax: ''Die Reconquista.
Porém, já no século X , as discórdias entre os chefes cristãos enfraqueceram o reino, e Almançor tomou a ofensiva destruindo Leão, a capital, e reduzindo o reino cristão ao último extremo.
No século XI ,
Sancho de Navarra, rei de Navarra, anexou o condado de
Castela e, por sua morte, os seus estados foram divididos pelos três filhos, sendo nessa altura os condados de Aragão e de Castela elevados à categoria de reinos. Diz que se revoltaram contra os senhores mas foram vencidos e «reconduzidos à escravidão». As condições sociais desta época são pouco conhecidas. Caminhava-se, paralelamente, para a fase inicial dos
Descobrimentos.
* História de Portugal e História de Espanha|Espanha
* Listas de reis: Lista de reis das Astúrias|Astúrias ,
Galiza,
Navarra,
Castela, Lista de reis de Leão|Leão , Lista de reis de Aragão|Aragão ,
Portugal
* Tabela cronológica dos reinos da PenÃnsula Ibérica
*
Decreto de Alhambra
Bibliografia
* AFONSO, A. ISBN 3-453-48067-8
* Philippe Sénac : ''La frontière et les hommes -(VIIIe - XIIIe siècle) le peuplement musulman au nord de l'Ebre et les débuts de la reconquête aragonaise'' , Paris , Maisonneuve et Larose , 2000 , ISBN 2-7068-1421-7
Categoria:Reconquista|
ca:Reconquesta
da:Reconquista
de:Reconquista
en:Reconquista
eo:Reconquista
es:Reconquista
fi:Reconquista
fr:Reconquête
he:×¨×§×•× ×§×™×¡×˜×”
io:Reconquista
it:Reconquista
ja:レコンã‚スタ
lt:Rekonkista
nl:Reconquista
no:Reconquista
pl:Rekonkwista
ru:РеконкиÑ?та
sk:Reconquista
sv:Reconquista
uk:РеконкіÑ?та . Henrique , irmão do Duque de Borgonha e primo de Raimundo, que recebe a mão de Teresa de Leão|D. Constança , uma filha do
duque da Borgonha e sobrinha de
Hugo de Cluny. As populações hispano-góticas dessas regiões puderam, então, levantar cabeça e colocaram-se do lado dos Asturianos contra os
mouros. Porém, Afonso VI, aproveitando agora a luta dos Almorávidas para a submissão dos prÃncipes muçulmanos, conquista Santarém (Portugal)|Santarém e a seguir
Lisboa e
Sintra (1093), estendendo assim a reconquista até ao
Tejo. A ocupação das terras conquistadas fazia-se com um cerimonial: ''cum cornu et albende de rege'', isto é, com o toque das
trombetas e a
bandeira desfraldada.
A ideia de «cruzada» só veio a surgir na época das
Cruzadas (1096).
A guerra tinha um objectivo: reapoderarem-se das terras e de tudo o que nelas existia. Afonso III , em
1253. Nos princÃpios do século X a provÃncia de
Navarra tornou-se independente, formando o
Reino de Navarra.
É essa a origem da teoria do ermamento|teoria do ''ermamento'' : se todos os mouros foram mortos e todos os cristãos levados, a terra transformou-se num grande
deserto, onde a vida social parou e só veio a renascer a partir da sua incorporação nos Tabela cronológica dos reinos da PenÃnsula Ibérica|novos reinos cristãos . As populações não estavam submetidas a nenhuma organização definida permanente, a não ser ao
clero.
Algumas sés (entre elas as do Sé do Porto|Porto e Sé de Braga|Braga ) foram abandonadas pelos
bispos, mas o Cristianismo|culto cristão nunca foi interrompido. Apesar disso, há indicações de conflitos sociais violentos entre os servos e os
senhores.
Imagem:SantiagoMatamoros.jpg|thumb|150px|Os Cristianismo|Cristãos consideravam que o seu protector era '''São Tiago''' (ainda hoje patrono da
Espanha), apelidado de
Santiago Matamouros.
Sebastião de Salamanca e o cronicão crónica Albeldense|Albeldense falam-nos de uma revolta de ''libertinos'', isto é, descendentes de antigos
escravos. ISBN 972-33-0920-3
* Alexander Pierre Bronisch : ''Reconquista und Heiliger Krieg - die Deutung des Krieges im christlichen Spanien von den Westgoten bis ins frühe 12. ''Santiago y cierra España'' foi desde então o grito de guerra dos exércitos espanhóis. Juntamente com o reino independente de
Portugal, debatiam-se estes dois estados pelas conquistas marÃtimas. Alguns historiadores, entre eles
Alexandre Herculano, tomaram à letra algumas frases dos '' cronicão|cronicões '' da reconquista, em especial o atribuÃdo a Sebastião, bispo de
Salamanca.
Rezam as crónicas que foi Afonso I das Astúrias|Afonso I (um chefe asturiano) quem reconquistou uma enorme região, que incluÃa toda a Galiza, o
Minho, o Douro (subregião)|Douro e parte da actual
Beira Alta, passando os mouros a fio de espada e levando consigo, para as Astúrias, todos os cristãos que encontrou no território. O reino de Castela coube a Fernando I de Leão e Castela|Fernando I, o Magno , mas este em breve se apoderou também do reino de Leão.
Fernando, rei de Leão e Castela, notabilizou-se na luta contra os muçulmanos recuperando muitas terras, entre as quais
Coimbra (
1064), alargando assim definitivamente os limites da reconquista até ao Mondego. Martins, '''Curso de história da civilização portuguesa''' - 8ª ed. Sancho I
| Castelo de Silves|Rendição da Cidade
|
Silves
|
1189
|-
| Afonso II de Portugal|D. - 8 vols - 567 p. Este ponto de vista foi depois corrigido. Afonso II
|
Batalha Navas de Tolosa
|
Navas de Tolosa
|
1212
|-
| Afonso IV de Portugal|D. Em alguns casos, as populações revoltavam-se após a incorporação dos territórios em que habitavam no domÃnio cristão. Santiago foi também protector do exército português até à crise de 1383-1385 , altura em que o seu brado foi substituÃdo pelo de São Jorge .
Os diferentes reinos cristãos
Imagem:pt-Reconquista2.jpg|thumb|left|250px|Mapa da evolução da conquista cristã.
O primeiro reino cristão foi o das Astúrias, fundado por Pelágio das Astúrias|Pelágio , e mais tarde de Reino de Leão .
Portugal na Reconquista
Afonso I de Portugal|D. Das Astúrias desceu um dia um grupo de godos, capitaneados por Pelágio, que infligiria aos sarracenos uma formidável derrota na Batalha de Covadonga|batalha de Cangas de OnÃs (cerca de
722), e que seria o primeiro elo dessa cadeia de combates que, prolongando-se através de quase oito séculos, fez recuar o Corão para as praias de Ã?frica e restituiu a PenÃnsula ao
Cristianismo.
Seguiu-se uma prolongada
guerra civil, a cerca de
740, em consequência da qual as terras para o norte do Douro ficaram livres, ou quase livres, dos invasores, porque os berberes, que lá estavam, marcharam para o sul para fazer guerra aos árabes. Afonso VI, a reconquista contra os Almóadas foi prosseguida pelos reis de
Portugal,
Castela, Reino de Aragão|Aragão e pelos
condes de Barcelona. Assim, a formação do
reino de Portugal foi uma frutuosa consequência das
Cruzadas do
Ocidente. Já os reinos da
Galiza, Leão ,
Castela,
Navarra e Aragão iniciavam uma relativa unificação ao possuir um único rei (embora mantendo a autonomia económica, administrativa e comercial), que posteriormente recebeu o nome de reino de
Espanha. Depois de varias lutas entre os irmãos, morto Sancho e destronado Garcia, Afonso VI de Leão e Castela|Afonso VI de Castela reúne novamente todos os estados de seu pai, tornando-se assim rei de Leão, de Castela e de Galiza. A reconquista de todo o PenÃnsula Ibérica|território peninsular vai durar cerca de oito séculos, só ficando concluÃda em
1492 com a reconquista do reino muçulmano de Granada (Espanha)|Granada pelos Reis Católicos . Ainda com o apoio da Igreja Católica|Igreja , ambos os reis estavam agora de olhos postos no Norte de �frica , nas praças comerciais de renome, como
Ceuta e Tânger , sob o pretexto da cristianização. -->
Acudindo aos apelos de Afonso VI, entre os cavaleiros de Francos|além-Pirenéus , vem
Raimundo, filho do
conde de Borgonha, que casaria com Urraca de Leão e Castela|D. Desde o inÃcio do seu reinado, conseguimos documentar as seguintes batalhas:
{|
!Reinado
!Acontecimento
!Local
!Data
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Afonso Henriques
| Castelo de Leiria|Fundação do Castelo
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Leiria
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1135
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Afonso Henriques
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Batalha de Ourique
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Ourique
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1139
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Afonso Henriques
| Castelo de Santarém|Tomada do Castelo
| Santarém
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1147
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Afonso Henriques
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Conquista de Lisboa
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Lisboa
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1147
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Afonso Henriques
| Batalha do Rio de Sacavém *
| Sacavém
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1147
|-
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Afonso Henriques
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Tomada do Castelo
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Almada
|
1147
|-
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Afonso Henriques
|
Tomada do Castelo
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Palmela
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1147
|-
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Afonso Henriques
| Castelo de Alcácer do Sal|Conquista
| Alcácer do Sal
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1158
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Afonso Henriques
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Conquista do Castelo de Cera
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Tomar
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1159
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Afonso Henriques
| Castelo de Évora|Conquista de Évora
| Évora
|
1159
|-
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Afonso Henriques
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Conquista de Beja
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Beja
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1159
|-
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Afonso Henriques
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Reconquista de Beja
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Beja
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1162
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Afonso Henriques
| Castelo de Évora|Reconquista de Évora
| Évora
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1165
|-
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Afonso Henriques
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Tomada de Serpa
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Serpa
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1166
|-
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Afonso Henriques
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Tomada de Moura
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Moura
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1166
|-
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Afonso Henriques
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Batalha de Badajoz
|
Badajoz
|
1169
|-
| Sancho I de Portugal|D.
Portugal, especialmente, viria a beneficiar das
Cruzadas em trânsito para o Médio Oriente , tendo estas desempenhado um Cruzada#As Cruzadas na conquista de Portugal|papel importantÃssimo na tomada de algumas cidades portuguesas e subsequente expansão, bem como na fundação do próprio
reino de Portugal.
O fim do domÃnio árabe
Imagem:reconquista-rendicion-granada.jpg|thumb|right|300px|Granada — entrega das chaves da cidade pelo próprio rei
Boabdil à rainha
Isabel I de Castela.
Em
1492, com a
conquista do reino de Granada, a Reconquista chegava ao fim.
Fernando I, ao falecer (
1065), repartiu os seus domÃnios pelos filhos:
Sancho ficou com Castela, Afonso VI de Leão e Castela|Afonso com Leão e Astúrias, e
Garcia com a Galiza (e portanto com o condado de Portugal), transformado em
reino independente. Antes de terminar o século VIII , por efeito do recuo dos mouros, divididos por guerras internas, a PenÃnsula Ibérica tinha duas zonas, cujo limite passava, aproximadamente, por
Coimbra, seguia o curso do
Mondego por
Talavera, Toledo (Espanha)|Toledo ,
Tudela e
Pamplona.
Os reis ásturo-leoneses foram alargando os domÃnios cristãos que atingiram o rio
Mondego ( Afonso III das Astúrias|Afonso III de Leão , e, ao mesmo tempo, iam repovoando terras e reconstruindo
igrejas e
mosteiros, ficando célebre na parte ocidental o Mosteiro de Guimarães – com grandes propriedades rústicas e muitos
castelos por todo o norte do paÃs. Reilly|REILLY, Bernard F. , '''Cristãos e muçulmanos: a luta pela PenÃnsula Ibérica''' (''The contest of Christian and Muslim Spain''), trad. José Mattoso . ; 25 cm. O reino da Galiza passou a ser unicamente aquele ao norte do
rio Minho, ficando, com o tempo, mais dependente do poder do Reino de Castela — limitada por Leão a Este e por Portugal a Sul, a Galiza assumia assim a sua fronteira e Portugal seria o único a constituir um estado independente do poder castelhano.
Depois de D. Ao som da
trombeta de Pelágio, do cimo dos rochedos surgiram guerreiros que dizimaram os africanos e os renegados godos com tiros e lançando rochedos.
Na
batalha de Auseba foram vingados os valentes que
pereceram nas margens do
Chrysus, pela morte de vinte mil
sarracenos.
A oportunidade
Imagem:Reconquista4.jpg|right|200px
Os cristãos espreitavam esses combates na esperança de um avanço nas conquistas católicas, e encontravam nas montanhas das Astúrias um campo propÃcio. Die Wiedereroberung Spaniens durch das Christentum.'' Deutsche Übersetzung durch Holger Fliessbach. Pouco a pouco, o duque da Cantábria atraiu-os para a entrada da gruta de Covadonga. E, entre os mortos e os feridos, há sempre alguns que escapam.
Os ataques
As razias eram feitas nos lugares onde os
saques podiam ser compensadores, e o facto de se repetirem várias vezes mostra que as populações estavam enraizadas. Em
718 Pelágio das Astúrias|Pelágio , chefe dos Visigodos, aproveita a desorganização muçulmana e dá inicio a um processo de reconquista dos territórios hispânicos, que iria durar cerca de oito séculos.
Não se sabe muito sobre Pelágio: o nome não é godos|gótico : os autores de pequenas crónicas escritas pelo fim do século IX e século X|no X procuram relacioná-lo com os antigos
reis visigodos, para estabelecerem uma relação entre os guerrilheiros montanheses e a «restauração» do
Cristianismo em
Espanha. Um escritor árabe coevo diz que se tratava de um
galego. Teresa , filha ilegÃtima de Afonso VI e recebe, depois, o governo da Condado Portucalense|provÃncia portucalense que fazia parte do Reino da Galiza - terra que seu filho
Afonso Henriques (revoltando-se contra ela e o seu padastro Fernão Peres de Trava ) alargou e tornou em reino independente.
Afonso VI, aproveitando as lutas entre os principados muçulmanos após a desagregação do Califado de Córdoba|califado de Córdova (
1031), prosseguiu a guerra contra os infiéis e conquistou Toledo (Espanha)|Toledo , onde fixou a
capital.
Alarmados com as vitórias dos cristãos, alguns
emires pedem auxilio aos Almorávidas da Mauritânia , e estes, vindo à PenÃnsula, derrotam os exércitos cristãos na
batalha de Zaraca (
1086). Urraca , filha do rei de Leão e recebe deste (
1093) o governo de toda a
Galiza até ao Tejo. A
Galiza foi uma zona onde essa luta foi mais renhida e devastadora. E estas dificuldades iam fortalecendo o poder popular.
Os muçulmano s não conseguiram ocupar a região montanhosa das Astúrias , onde resistiram grandes povoações, e de uma delas surgiria Pelágio das Astúrias|Pelágio (ou Pelaio), que se pôs à frente dos refugiados, iniciando imediatamente um movimento para reconquistar o território perdido.
Alexandre Herculano considera que o
ardil de guerra que deu a vitória a Pelágio tem muito de comum com aquele que
Viriato pusera por vezes em prática, cerca de novecentos anos antes: ainda que muito a custo, os cavaleiros enviados em cilada para a floresta à esquerda das gargantas de
Covadonga, puderam chegar aà sem serem sentidos pelos árabes. - [Lisboa] : Estampa, D.L. Em
Portugal, a Reconquista terminou com a conquista definitiva de Silves (Portugal)|Silves pelas forças de Afonso III de Portugal|D. 1972]
* Bernard F. - (Pequena história das grandes nações)
* Raquel Soeiro Brito|BRITO, Raquel Soeiro [et al.] '''História de Portugal''', ''Vol I: Antes de Portugal'' / dir. Maria José Giesteira - Lisboa, Teorema, 1998 - 327 p.
A '''Reconquista''' (também referenciada como '''Conquista cristã''') é a designação historiográfica para o movimento cristão com inÃcio no século VIII que visava a recuperação cristã das terras perdidas para os árabes durante a invasão muçulmana da PenÃnsula Ibérica|invasão da PenÃnsula Ibérica . Afonso IV
|
Batalha do Salado
|
Salado
|
1340
|}
* - Considerada lendária pela historiografia moderna
Cronologia da Reconquista
Ordens religiosas e Cruzadas
Todos os reinos ibéricos puderam beneficiar do apoio de várias
Ordens Militares, das quais se destaca a Ordem dos Templários , uma Ordem militar e religiosa instituÃda com o propósito da cristianização. No ano seguinte chega à PenÃnsula Henrique da Borgonha, Conde de Portugal|D. À aproximação dos
soldados (umas vezes mouros, outras vezes cristãos), os aldeões faziam como em Coimbra: refugiavam-se nos montes e voltavam depois para construir novas
choupanas e continuar as
sementeiras. Afonso Henriques , filho do
conde de Portucale, iria revoltar-se contra a sua mãe, conquistando a Independência de Portugal e iniciando a reconquista portuguesa autonomamente.
Santiago Mata-Mouros
De acordo com outras tradições, Santiago teria aparecido
miraculosamente em vários combates travados em
Espanha durante a ''Reconquista Cristã'', sendo a partir de então apelidado de ''Matamoros'' (''Mata-
mouros''). Wilhelm Heyne Verlag, München 1980. Aquando da aproximação dos árabes, os cristãos recuaram e os primeiros, atribuindo ao temor esta fuga simulada, precipitaram-se em sua direcção. Este monarca desenvolveu o território entre o
Douro e Mondego, o qual aparece designado por
Portucale, separadamente dos outros territórios da
Galiza, com dois distritos ou condados – Portugal e Coimbra – gozando de autonomia administrativa, com magistrados próprios. O domÃnio muçulmano na PenÃnsula levava os guerreiros cristãos a porfiadas pelejas, cada um querendo «gizar» um reino para si.
É em
722 que ocorre a primeira grande vitória dos Cristãos contra os mouros, ocorrendo a
Batalha de Covadonga; dá-se assim a derrota dos muçulmanos. : il. Um historiador moderno supõe que seria um
servo que se conseguiu impor aos companheiros no perÃodo de crise que seguiu a queda da
monarquia; um outro considera-o um nativo das Astúrias; outros autores consideram que Pelágio era duque da Cantábria , parente, segundo a tradição, do rei
Rodrigo.
Pelágio seria então o chefe daquele heróico grupo de
godos que escaparam à dominação árabe da PenÃnsula Ibérica|PenÃnsula , refugiados nas montanhas quase inacessÃveis das Astúrias. - 124, [2] p. - Porto: Porto Editora, [D.L. 1993-1994. Mais tarde, houve também motivações religiosas para a Descobrimentos portugueses|expansão marÃtima , precedida pela conquista das praças Ã?frica|africanas .
Precedentes
Por volta do ano
711 toda a PenÃnsula Ibérica seria invadida por hordas
berberes, comandadas por Tarik ibn-Ziyad , obrigando os
visigodos a recolher-se principalmente nas Astúrias , uma região no Norte da PenÃnsula, que, pelas suas caracterÃsticas naturais, colocava grandes dificuldades ao domÃnio muçulmano.