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Área de floresta devastada perde 50% da biodiversidade
 
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17:07:51 30/7/2004

Brasília - A floresta secundária, que cresce sobre uma área desmatada, jamais será igual à floresta primária, em termos de biodiversidade. A afirmação é dos

pesquisadores Eric Davidson, da Woods Hole Research Center, e Plínio Barbosa de Camargo, da Universidade de São Paulo (USP).


Eles fizeram ontem a apresentação Degradação de Pastagem, Desenvolvimento da Floresta Secundária e Produtividade da Floresta Madura: Os Nutrientes são Importantes?, no último dia da 3ª Conferência Científica do LBA - Experimento de Grande Escala da Biosfera-

Atmosfera na Amazônia, em Brasília.


Segundo os cientistas, embora a floresta secundária tenha papel fundamental no que diz respeito aos efeitos climáticos, em termos de biodiversidade, o novo ecossistema tem até 50% menos espécies em relação ao cenário original. O tempo de recuperação da floresta depende da intensidade do uso do solo durante o período de ocupação.


Ciclos de corte e queima provocam perdas de nutrientes difíceis de reparar. Em algumas áreas desmatadas, por exemplo, há necessidade de uso de fertilizantes. O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) é o responsável pelo gerenciamento do projeto LBA, enquanto o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), responde pela coordenação científica, o que inclui coordenar o trabalho de 288 instituições parceiras.

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Fonte: Agencia Brasil