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Recursos para habitação crescem 27% e reforçam expectativa do setor imobiliário para 2005
 
 
13:12:00 24/12/2004

Elisângela Cordeiro

Repórter da Agência Brasil


São Paulo - Os recursos disponíveis para habitação cresceram 27% este ano no Brasil, até outubro, em relação ao mesmo período do ano passado. E as expectativas do setor imobiliário, para venda e locação, são de que o ano de 2005 trará um crescimento ainda maior. É o que revela a pesquisa do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).


O Secovi-SP acredita que em 2005 e 2006 o desempenho do segmento será ainda melhor. O mercado Imobiliário estima que o montante disponível para financiamento em 2005, no país, irá somar R$ 15 bilhões, entre recursos disponíveis em Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e captação de poupança. O balanço indica três fatores que irão contribuir para que o financiamento da casa própria atinja essa cifra: aprovação da lei que ampliou as garantias a compradores e financiadores de imóveis; resoluções do Conselho Monetário Nacional que reforçaram a destinação de recursos para o crédito; e medida provisória, que se aprovada ainda este ano isentará do imposto de renda, a partir janeiro, pessoas físicas que investirem em títulos com lastro imobiliário (Letras e Cédulas Hipotecárias).



Em contrapartida, o mercado imobiliário defende a facilitação da aquisição do crédito para que estes recursos disponíveis de financiamento não fiquem perdidos. "Só este ano temos excesso de dinheiro em oferta e pouca demanda, porque aumentou muito a oferta de dinheiro num período em que ainda a economia não deu condições das pessoas assumirem novos compromissos. É uma questão só de dar condições cada vez mais satisfatórias ao comprador. Caber no bolso do comprador a prestação que ele pode pagar," ressaltou o presidente do Secovi-SP, Romeu Chap Chap.



Para isso, o Secovi-SP defende a ampliação de prazo de financiamento para 30 anos; operação de crédito para imóveis de menor valor, a partir de R$ 40 mil; ampliação do teto de financiamento máximo dos imóveis de 50% para 80% do preço; além de redução da burocracia e de diminuição da taxa de juros.





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Fonte: Agencia Brasil