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Desempenho da indústria do Rio em 2004 deixa empresários otimistas
 
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18:12:10 16/12/2004

Rio - O desempenho da indústria fluminense em 2004 deixou os empresários otimistas e esperançosos, o que não ocorria há muitos anos, afirmou hoje o vice-presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Carlos Mariani Bittencourt, também Presidente do Conselho de Economia da entidade.


Bittencourt espera que essa recuperação seja sustentável daqui para a frente, desde que o governo tome medidas que propiciem condições adequadas ao investimento e à produção.

Pesquisa conjuntural foi desenvolvida pela Firjan junto a uma amostra de 124 empresas de 15 setores da indústria de transformação e construção civil, que respondem pela geração de 33,641 mil postos de trabalho, o que representa 8,1% da mão-de-obra total do estado.


A pesquisa revela que 81,5% das companhias fluminenses esperam estabilidade ou aumento das vendas no 4º trimestre de 2004, em relação ao mesmo período de 2003. Enquanto 46,8% projetam ampliação do faturamento e 34,6% acreditam que manterão o nível de vendas, apenas 18,5% esperam queda nos 3 últimos meses do ano.


Por setores, os que deverão vender mais no período são os de material elétrico, transportes, produtos farmacêuticos e perfumaria, sabões e velas.Já a expectativa de maior queda ocorre nos setores da construção civil e metalúrgico, além de material plástico e têxtil.


As empresas pesquisadas pela Firjan revelaram que o quadro de funcionários em dezembro, em relação ao final do 3º trimestre, estará maior para 23,4% e constante para 66,1%, o que totaliza 89,5% de companhias que mantiveram ou ampliaram o número de empregados. Apenas 10,5% demitiram pessoal.


Os custos subiram em média 13% para um total de 85,4% das empresas que responderam à pesquisa da Firjan, mantendo-se estáveis para 14,6%. O aumento reflete a alta de preços dos insumos, que são regulados pelo mercado internacional, explicou a Firjan. Destaque para a reposição registrada nos preços dos produtos petroquímicos e metalúrgicos, nos quais a taxa de câmbio resultou em impacto no mercado interno.


De acordo com a pesquisa, 56,7% das companhias não repassaram o aumento dos custos aos preços de seus produtos; 5,1% não repassaram mas pretendem promover reajuste estimado em 11%; e 38,2% repassaram o aumento de custos à média de 10%. O Vice-Presidente da Firjan, Carlos Mariani, justificou o não repasse da alta dos custos indicado pela maioria das empresas ao fato de a alta ter sido absorvida nas margens. O principal fator detectado para a elevação dos custos foi o aumento do preço das matérias-primas nacionais (55,2%), seguido pelo aumento da carga tributária (19%). (Alana Gandra)



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Fonte: Agencia Brasil