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Ministério da Educação e BID lançam projeto Escola de Fábrica
 
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18:12:13 16/12/2004

Marli Moreira

Repórter da Agência Brasil


São Paulo - O ministro da Educação, Tarso Genro, apresentou nesta quinta-feira (16) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) o edital de pré-qualificação para as empresas interessadas em formar parcerias com o governo federal no Projeto Escola de Fábrica. Elaborado pelo MEC, a pedido do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto prevê a implantação de 500 unidades educacionais voltadas para cursos profissionalizantes em indústrias, a partir do próximo ano, com a meta de atender 10 mil alunos carentes. Participaram da cerimônia o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Enrique Iglesias, e o vice-presidente da Fiesp, Roberto Delamanna.



O projeto pretende criar espaços no interior das empresas para jovens com idade entre 15 e 21 anos serem preparados para uma atividade profissional. Esses candidatos, com renda familiar per capita de até meio salário mínimo, terão de estar matriculados no ensino público regular, concluindo o ensino fundamental ou cursando o ensino médio. Também poderão participar aqueles que concluírem a alfabetização no programa Brasil Alfabetizado e que estejam matriculados ou ingressando na Educação de Jovens e Adultos.


O curso será dado sob a coordenação de uma gestora e, eventualmente, o aluno poderá ser empregado na mesma fábrica em que recebeu o aprendizado. De acordo com o ministro Tarso Genro, experiências semelhantes demonstraram que a maioria obtém uma imediata colocação no mercado de trabalho.


O custo estimado de implantação é de R$ 25 milhões, verba a ser repassada por meio do Programa de Expansão da Educação Profissional do MEC. Metade dos recursos desse programa refere-se a empréstimos obtidos junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).


Segundo o presidente do BID, Enrique Iglesias, a política do atual governo de priorizar investimentos na área social está em sintonia com as diretrizes de aplicação de recursos da instituição. Por isso, o volume de dinheiro liberado pelo banco em 2004 para todos os programas alcançou o maior teto dos últimos anos, com US$ 2,5 bilhões. Especificamente para o PROEP, esses recursos somam US$ 250 milhões.


O PROEP é formado com 25% de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), 25% do orçamento do MEC e o restante do BID. Enrique Iglesias classificou como positiva a atual fase da política econômica brasileira, afirmando que ela está "madura" e apontando com clareza um caminho para o desenvolvimento. Por isso, considera que o projeto Escola de Fábrica pode ser um instrumento a mais para permitir o avanço da competitividade das empresas no mercado globalizado. "Amplia a possibilidade de maiores chances no mercado de trabalho e cria o mecanismo de cidadania", acentuou ele.




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Fonte: Agencia Brasil