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Desemprego na região metropolitana de São Paulo deve continuar em queda, indica Dieese
 
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14:12:58 22/12/2004

Marli Moreira

Repórter da Agência Brasil


São Paulo - O diretor do Departamento Intersindical e Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, acredita que a taxa de desemprego deve permanecer em queda no mês de dezembro, embora com ritmo mais lento nas contratações de trabalhadores. Segundo ele, o contingente de desempregados começou a diminuir em abril como reflexo do crescimento econômico do país, chegando a novembro com a taxa de 17,4% da População Economicamente Ativa, ou seja, 1,749 milhão de pessoas. Essa é a menor taxa desde julho de 2001.


Na avaliação de Clemente, o índice pode recuar nos três primeiros meses do próximo ano, seguindo o comportamento típico desse período, mas já a partir de abril deve voltar a crescer. Ele diz que a geração de postos de trabalho em atividades voltadas para o mercado interno deve favorecer ao incremento da renda da população e com isso estimular o consumo interno.


Nos últimos 12 meses, houve uma expansão de 4,9% nas ofertas de emprego nos 39 municípios que compõem a região metropolitana de São Paulo. Isso significou a geração de 390 mil postos de trabalho. Na indústria, foram 58 mil vagas criadas, com alta de 3,8%; no comércio, 29 mil, com elevação de 2,3%; em serviços, o número de vagas somou 273 mil, crescimento de 6,5%. Principalmente no setor público e entre os assalariados sem carteira assinada e em outros setores, que incluem a construção e tarefas domésticas, foram geradas mais 30 mil ocupações, (3,2%). O número de assalariados cresceu em 331 mil, sendo 250 mil referentes a contratações no setor privado e 74 mil no setor público.


Na comparação com novembro do ano passado, as maiores chances de trabalho criadas pela indústria foram constatadas nos ramos de gráfica e papel que ampliaram as ofertas em 9,9%, seguidas por química e borracha (9,2%), vestuário e têxtil (4,9%) e metal-mecânica (2,4%). Na área de serviços, os principais empregos ficaram com os segmentos creditícios, com alta de 24,4%; oficinas mecânicas, 19,1%, alimentação, 15,3%, educação, 13,6% e reformas, 11,9%.

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Fonte: Agencia Brasil